Como Monitorar a Propaganda Eleitoral dos Adversários de Forma Legal em 2026
Monitorar a propaganda eleitoral dos adversários não é apenas legal — é estratégia. Campanhas que identificam irregularidades do oponente antes do TSE ganham uma vantagem dupla: removem propaganda irregular que prejudica o ambiente eleitoral e geram representações que podem resultar em multa ou cassação do adversário.
O que pode ser monitorado legalmente
Toda propaganda eleitoral veiculada em espaço público — seja física ou digital — é passível de monitoramento por qualquer pessoa ou entidade. Isso inclui: anúncios no Meta Ads e Google Ads (disponíveis publicamente nas bibliotecas de anúncios das plataformas), publicações orgânicas em redes sociais, material impresso em vias públicas, propaganda em rádio e TV e conteúdo em sites e canais oficiais da campanha.
O que não é permitido: monitorar comunicações privadas (grupos de WhatsApp que você não faz parte, e-mails, mensagens diretas), obter dados por meios que violem a LGPD ou contratar terceiros para "infiltração" em estruturas privadas da campanha adversária.
Ferramenta gratuita: A Biblioteca de Anúncios do Meta e o Centro de Transparência do Google Ads mostram todos os anúncios eleitorais ativos com valor gasto estimado, período de veiculação e público-alvo. São fontes primárias para qualquer investigação de compliance adversária.
O protocolo de documentação de irregularidade
Uma irregularidade sem documentação adequada dificilmente resulta em representação bem-sucedida. O TSE exige evidência robusta — e evidência digital tem regras específicas de validade.
- Screenshot com metadados: Capture a tela com data e hora visíveis. Ferramentas como o Fireshot (extensão de navegador) geram screenshots com hash criptográfico que comprova autenticidade.
- Registro em vídeo: Para conteúdo em vídeo ou interativo, grave a tela com narração identificando URL, data e o que está sendo exibido.
- Captura de URL completa: O endereço exato onde o conteúdo irregular foi encontrado deve ser documentado. URLs de anúncios na biblioteca do Meta incluem o ID do anúncio — dado fundamental para a representação.
- Registro notarial: Para irregularidades de alto impacto, a ata notarial de um cartório é a forma mais robusta de preservar evidência digital. O tabelião acessa e registra o conteúdo com fé pública.
- Linha do tempo: Documente quando a irregularidade começou, se foi removida (e quando) e se reapareceu. Padrão de repetição agrava a penalidade.
Quando e como apresentar representação ao TSE
Prazo
Representações por propaganda eleitoral irregular devem ser apresentadas em até 15 dias após o conhecimento da irregularidade. Para propaganda antecipada, o prazo conta da data da veiculação. Após o prazo, a representação pode ser rejeitada por intempestividade.
Onde apresentar
Zona eleitoral do domicílio do candidato (para candidaturas locais) ou diretamente no TRE/TSE para candidaturas estaduais e federais. O sistema e-Título permite protocolo eletrônico de representações para eleitores comuns — para partidos e candidatos, o protocolo é pelo sistema PJe Eleitoral.
O que incluir
Identificação do representante (candidato ou partido), identificação do representado, descrição clara da irregularidade com referência à norma violada, e as evidências documentadas conforme o protocolo acima.
Inteligência eleitoral em tempo real
O Radar Eleitoral monitora a propaganda dos adversários em todos os canais digitais, alerta sobre irregularidades e gera relatórios prontos para representação. Em conjunto com o Sinal Verde, sua campanha opera com visibilidade total do ambiente eleitoral.
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